Já no início do ano, sabia-se que o tema da privacidade de dados ganharia importância em 2018. A Regulação Geral de Proteção de Dados (GDPR, na sigla em inglês), que entrou em vigor em maio na Europa, iria movimentar qualquer empresa do mundo que tivesse clientes na União Europeia. Dada a natureza técnica do GDPR, não é de se surpreender que em 2019 ainda haja empresas trabalhando em interpretar a regulação, diz Smith.
Mas algumas surpresas surgiram em 2018 também. Nos Estados Unidos, em São Francisco, o incorporador de imóveis Alastair Mactaggart investiu mais de US$ 3 milhões em uma campanha para conseguir assinaturas para colocar em votação uma lei feita por cidadãos sobre privacidade de dados. A campanha gerou negociações intensas e culminou com o California Consumer Privacy Act. “É um desenvolvimento bem-vindo que traz proteção de privacidade abrangente para um em cada oito residentes nos Estados Unidos”, diz Smith. Ele diz esperar que esse tipo de regulamentação se espalhe pelo país em 2019. A privacidade, cada vez mais, se torna uma prioridade para a sociedade – e as empresas de tecnologia podem fazer mais para avançar nesse sentido.